Esses dias, uma conversa me fez pensar muito em alguns dos meus valores. Por ter uma personalidade muito forte, sempre quis ter direitos iguais aos dos homens. Acho que esse desejo de igualdade resultou em algumas de minhas escolhas. Karatê, gosto por matérias exatas como física e querer ser uma executiva de sucesso são algumas escolhas tipicamente masculinas, mas que fizeram parte da minha vida.
Meu maior sonho nunca foi casar e ter filhos. Queria - e quero - ser a melhor profissional na minha área. Um ex namorado tinha medo de que eu o deixasse por causa da minha carreira. A conversa foi com um colega casado com uma mulher que dá mais valor à carreira do que à família. Ele disse que é muito difícil viver com uma pessoa de personalidade forte como ela.
Uma das falas que me chamou atenção foi "se a mulher quer se dar bem na carreira terá que fazer algumas escolhas, dentre elas desistir de ter uma família, porque não é possível levar os dois ao mesmo tempo".
A ordenação da sociedade deixou o homem no papel de profissional e a mulher no papel de responsável pela família. Não seguir essa ordem resulta em arranjar uma luta que a mulher precisa travar contra muita gente para conseguir um lugar ao sol. Mas, além de escolher a mulher precisa saber 'segurar' o peso de ir contra paradigmas já bem estabelecidos.
Duas perguntas tem me perseguido desde então:
1 - Estamos prontas para nadar contra a corrente?
2 - Será que um dia será possível ter direito e deveres iguais independente do gênero?
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7 de fev. de 2009
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